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Sou mau, mau de ver e pensar Sou uma luz apagada ao luar Surdo e mudo, descrente e citadino Sou um pequeno pássaro deitado no ninho Pensar que já passou e tudo mudou Que o tempo se acostumou a estar Perdido, sentado, recostado à beira Do rio que me vê correr depois de ser Apagam-se as luzes da noite Dormem, soturnos, uma noite melancólica Insólita e sem fim, a água que se move  Na estrada, que hoje chove Por isso escrevo, prestando meu serviço E é sobre isso que me encanto Espanto, submisso às palavras E é por isso que penso, é inevitável Não consigo não pensar Não consigo ser um pequeno pássaro

O Abismo

  O medo é o transtorno de desaparecer O pânico é a ansiedade de a luz não brilhar Quando fores já não podes comparecer; Quando fores já não podes partilhar   O pânico da tua escuridão A ti te prendia em tal solidão! Cais sobre a terra com ingenuidade Desfalecido estás com a tua vulnerabilidade   É compreensível a morgue mundial Assim o globo sucumbiu à malvadeza Infelicidade é assunto primordial Pois te diriges com tal indelicadeza Atentamente, alguém...

Max Verstappen é campeão mundial de Fórmula 1

 Hoje, segunda-feira, venho, ocasionalmente, falar-vos sobre "o assunto do momento". Depois de uma época extremamente atribulada, Max Verstappen acaba por tirar a liderança a Lewis Hamilton e sagra-se assim campeão mundial e é muito contestado pelos apoiantes da fórmula 1. Max foi, indiscutivelmente, o melhor piloto esta época, uma vez que Hamilton foi um pouco irregular, porém, neste final de época conseguiu encontrar o setup certo para o carro e vencer algumas corridas. Estes dois grandes pilotos deram-nos um excelente ano de competição e para quem começou a ver o desporto este ano não poderia ter escolhido outro melhor.  Desde 1974 que os dois candidatos ao título não iam empatados para a últimas corrida, o que prova ter sido uma das épocas mais empolgantes que já se registou nas últimas décadas.  Vários acidentes ocorreram entre os dois, mas um tinha que ser o vencedor e desta vez Hamilton não teve capacidade para travar o jovem neerlandês. Ainda assim, a Mercedes con...

O 12.º ano de um aluno de Humanidades

 O secundário sempre foi algo que eu achei que era inalcançável, uma vez que pensava que a minha vida iria ser sempre eu com 7 ou 8 anos e não iria ter qualquer tipo de preocupações, seja estudar, trabalhar, etc. Posso-vos adiantar que o secundário, pelo menos de humanidades, não é complicado. História pode dar algumas dores de cabeça mas é algo que, se nos empenharmos e tivermos um bom professor, que é muito importante, conseguimos ter bons resultados. Ainda assim, não é nada daquilo que me disseram que iria ser. Assombravam-me com expressões do género: "no secundário nunca vão esperar por ti"; "o secundário é muito puxado" e blá blá blá... tudo requer uma certa organização e um certo método para conseguirmos realizar alguma coisa de jeito.  O 12.º ano é pequeno part-time que nós vamos fazer à escola, na medida em que passamos lá pouco tempo e não fazemos algo muito puxado. Até agora, os trabalhos têm sido poucos e testes, isso nem se fala, até porque, à exceção de...

Parte de um poema escrito por mim

  Eu só estou, só Quando alguém for, Dó de estar longe De quem me foi perto E estar longe de estar certo!   Dói-me pensar, em mim No que não vi, aqui As paisagens que esqueci Passaram-me ao lado Como se estivesse parado!   Custa-me ver, o passado Que é lembrado somente E, infelizmente, não volta É algo que me toca O pensamento que me sufoca!